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Revitalização Portuária 02 | Urbanizando Antigos Portos

Porto Maravilha – Rio de Janeiro, Brasil (Equipe: B+ABR Backheuser, Riera Arquitetura, etc) – Ano do projeto: 2011

Com a globalização, os portos perderam a importância econômica, resultando em espaços deteriorados, impactando a qualidade de algumas cidades portuárias. Como estratégia, os governos municipais resolveram requalificar estas áreas com bairros planejados, atrativos e sustentáveis. Como exemplo, surgiram os projetos do HafenCity em Hamburgo, Puerto Madero em Buenos Aires, e Porto Maravilha no Rio de Janeiro. Todos estes seguiram os princípios de desenho urbano de acordo com Llewelyn-Davies.

Buscando recuperar a infraestrutura urbana, de transportes, do meio ambiente e dos patrimônios histórico e cultural da região portuária do Rio de Janeiro, o projeto do Porto Maravilha trabalha com uma área de mais de 5 milhões de metros quadrados e parte de uma operação urbana consorciada. Iniciou-se com obras como a demolição do Elevado da Perimetral, substituindo-o por um novo conceito de mobilidade urbana: o transporte automotivo individual é colocado em segundo plano, para dar lugar a uma grande malha cicloviária, de calçadas para pedestres e de transporte coletivo, com a implantação de corredores de ônibus e o primeiro sistema de VLT do Brasil.

Além da valorização do centro da cidade como local de moradia com a construção de prédios residenciais e comerciais, há uma forte valorização cultural, com a construção de museus e a destinação obrigatória de parte do lucro arrecadado à recuperação do patrimônio histórico e cultural da área. Exemplos disso são o novo Museu do Amanhã, do arquiteto Santiago Calatrava, e o Museu de Arte do Rio (MAR), do escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura, que inclusive é uma intervenção em patrimônio arquitetônico existente. Outros serviços importantes são a construção e renovação das redes de infraestrutura urbana, em conjunto com revitalizações urbanas de áreas potenciais como a Praça Mauá.

Hoje, entretanto, o lugar passa por um processo político de controle da gestão, prejudicando a qualidade física da paisagem construída.

Referência: www.portomaravilha.com.br

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